Monday, June 30, 2008

viva as horas raras

E ainda não é suficiente ter recordações. É preciso poder esquecê-las, quando são em grande número, e é preciso ter a infinita paciência de esperar que regressem. Porque as recordações não são ainda o que é preciso. Primeiro, é preciso que se confundam com o nosso sangue, com o nosso olhar, com o nosso gesto, é preciso que percam os seus nomes e que não mais possam distinguir-se de nós próprios; pode então suceder que no curso de uma hora raríssima, a primeira palavra de um verso surja no meio delas e imane de entre elas.

in "aberto" de rilke, não sei mais...

1 comentários:

berto xxx June 30, 2008 at 4:43 PM  

I like this blog. for real!


berto xxx

  © Blogger template 'Isolation' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP