Wednesday, August 29, 2007

a casa nova tem um corredor comprido e um pé direito alto. as portas são brancas com maçanetas douradas (dispensável). o chão é de soalho flutuante e é desnivelado, porque a casa é velhinha mas está remodelada. a cozinha e a sala dão para um terraço fixe, cercado por outros terraços por todos os outros lados. faz lembrar as traseiras daqueles quarteirões ingleses, em cidades feias e escuras e húmidas. as traseiras a dar umas para as outras, tudo delimitadíssimo e, dentro de cada bocado de terra, o caos total. o nosso terraço ainda não tem nada, há-de ficar giro. de qualquer maneira, não está desabitado. os aristogatos andam por lá e entram e saiem de todos os terraço como se dominassem a cena. eu, perante gatos, costumo ser perdedora. vamos ter de ser amigos. mas, dizia, os terraços são todos muito diferentes e dá-me ideia de que vou ter a minha muito própria janela indiscreta, que sou dada à observação do alheio.
é um glamour muito próprio, o da morais soares. um amigo dizia noutro que tinha bom potencial literário, ou qualquer coisa do género. eu apontaria mais, por causa do andamento, do som e da luz, para qualquer coisa de muito cinematográfico e de muito lisboeta.

o rio está mais longe mas continua perto.

2 comentários:

Maria João August 29, 2007 at 10:33 AM  

casinha muito fixe, pois é!!!!

Xaninha September 3, 2007 at 12:59 AM  

A morais soares é um mundo à parte. Muito mais cinematográfica que a praça da alegria. Vai ser uma inspiração! (gostei da janela indiscreta...)

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