mas de tudo o que por lá anda, naqueles três filmes gigantes: a história, os truques impressionantes na gestão de tudo o que por lá se passa, a câmara inteligente e mexida e fluida e séria, a montagem no mesmo registo, os actores excelentes, generosos e lindos - são pessoas bonitas, isto é, de tudo aquilo que não nos permite distinguir a forma do conteúdo e que tornam aqueles filmes portos seguros a revisitar para sempre para a frente, aquilo que me conquista e mexe comigo pessoalmente são as mulheres, as protagonistas.
são 3 mulheres diferentes, personagens diferentes a lidar com o seu objecto amoroso.
o modo como lidam com o inevitável, como vão aprendendo ou ensinando, e como as três, as três!, cada uma a seu tempo, tomam o controlo da narrativa e subvertem o jogo de forças que parecia, num primeiro nível, dominá-las é de deixar qualquer pessoa imóvel, a querer respirar baixinho, nervosamente, para não interferir com a ordem natural das coisas e uma pessoa só se pode considerar sortuda por poder testemunhar essa força brutal da vida. é lindo.
são rainhas: autónomas, directas, independentes, pragmáticas, full of witty, lindas com roupas lindas. dão cartas, sabem que estão perante cenários duros, trágicos até, mas não bloqueiam, reagem porque é como é, é o que é.
a mais linda, claro, é a do filme do powell, a do meio.
volto para as estradas.
tens que me passar esse filme do Powell menina. É um dos poucos que ainda não vi...
ReplyDeletecom a humidade que tem havido o meu cabelo ta igual ao da Irene...fuck
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