Monday, September 23, 2013

Prateleira

Daqui. (really lovely house)


Se não vivesse numa cidade com um risco sísmico elevado acho que colocava uma prateleira em cima da cama. Como não é esse o caso, acho que me terei de contentar (um dia) com o poster da Debbie Carlos :)

Tuesday, September 17, 2013

Bestiário

Hoje comprei um livro. O que já não acontecia há... não sei quanto tempo. Aliás, tenho comprado poucas coisas só porque sim, para mim. Hoje não resisti.

Bestiary


(Comprei aqui)

Sunday, August 25, 2013

Um dia...

Um dia irei ter um poster da Debbie Carlos pendurado por cima da cama...

Friday, March 29, 2013

Um dia destes acho que vou voltar a publicar aqui...

Sunday, March 11, 2012

sapalinho, não fiques triste. tenho um bebé na barriga, estou entre trabalhos, há alguma roupa para dobrar, muito que arrumar e às vezes na cabeça perco a noção do que interessa no momento.

Sunday, February 19, 2012

Eternal Flame



Às quintas-feiras, por voltas das 10h da noite (mais coisa, menos coisa), poderão encontrar-me a cantar com sentimento esta musiquinha algures perto da secção dos frescos do Continente de Telheiras. Há uns anos acontecia a mesma coisa com o The King Of Rock 'N' Roll dos Prefab Sprout e, já mais recentemente, com o New York City Boy dos Pet shop Boys (aparentemente o Continente não só é regular na musica que coloca, como só muda a banda sonora ao fim de uns meses). Não ouvindo rádio, os meus únicos momentos de nostalgia musical passam-se durante as compras da semana (ou como diz o Afonso sempre que me encontra a cantar num dos corredores, "ninguém gosta tanto de música de supermercado como tu").

Thursday, February 16, 2012

ontem acabei o livro do herzog, o diário de uma caminhada de 500kms, rumo a paris. o que mais me impressiona naquele texto não é o facto de ele não ter desistido depois dos primeiros nevões e chuvadas fortes, até porque a viagem poderia ter sido feita de avião. então, a natureza da viagem é já à herzog. aquilo que de facto me espanta e comove são as impressões que tem da paisagem e do tempo e do lugar dele mesmo ali, ele é um animal, ele é um caminho. é espectacular!!

todos os dias caminho uma hora por uma estrada de onde só se vêem montes e árvores. também fico sentada umas horas valentes à lareira, a olhar para a lenha a transformar-se, hipnotizada. do pátio não se vê muito céu, o que se contrapõe ao horizonte seguro e constante que lá do fundo encerra esta casa e esta terra. mas mesmo assim, o céu que do pátio se vê tem tantas mas tantas estrelas.

adorava ser pró-activa, é que adorava mesmo.

Wednesday, February 8, 2012

quanta riqueza...

domingo os sobrinhos fizeram oito anos (oito!); ontem a sobrinha foi operada e passou por tudo com muita elegância e força (nunca chorou e quis ir vestida de super-homem para o hospital e para a sala de operações!); amanhã termino a minha passagem por aqui - fartei-me de aprender sobre mim, sobre a humanidade (juro!) e de pensar sobre a vida, a minha e a dos outros; e na sexta a minha prima do coração vai por seis meses para são paulo, a minha prima que é a minha quarta irmã.

nestes quatro meses, foram três os caminhos que fazia entre a minha casa e o meu trabalho. o pensamento mais constante, o mais básico e o mais fixe, tinha-o ali ao pé da Brasileira, no início da Rua Garrett, como quem desce. vinha de casa, o dia no início, com os armazéns do chiado no horizonte e os prédios dos dois lados a apertar o campo de visão. naquele spot preciso, por cima dos armazéns, vê-se o castelo de s. jorge, e o céu todo em cima dele. não há muitas palavras para explicar aquilo que sentia ao olhar para aquele bocado de céu, por cima de um castelo, visto a partir de um dos lugares mais fixes da cidade. é um ponto de fuga mas que devolve com força a força. é muita bom.

sexta de manhã vou mandar-me para a piscina assim como quem se manda para um mar.

Friday, February 3, 2012

é bom quando se sente nostalgia por filmes de nostalgia, mas a cena final do regresso ao futuro é tão louca que rebenta com tudo isso. vem depois do zigue-zague e consegue mesmo fazer-me sentir que só agora é que a aventura vai começar.

e como será um sítio sem estradas?

Tuesday, January 31, 2012

alterações bruscas são violentas, mesmo quando efectivamente não se sinta, apenas pressinta, a força dessa violência toda.

há graus para tudo.
é preciso agarrar com toda a força o momento em que se plana na vida, em que se bóia ou se está recostado ao sol, sob um chão bom.


Monday, January 16, 2012

escrevi há 4 dias, sem fechar:


finalmente acalmei.

(dois dias antes da passagem do ano, fiquei a saber que o "recurso" que interpus na fct tinha resultado e que iria ser contemplada com uma bolsa por 3 anos, a ganhar o suficiente para poupar e ter uma vida boa em tempo de crise.)
(...)
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escrevi há 2 dias, sem conseguir mesmo fechar:

não acontece muito ficar sem palavras com coisas boas. é um mini teatrinho interior que geralmente descamba em lágrimas, e hoje quando a sónia me deu o livrão sobre um fotógrafo de eleição dela na salinha do fábulas lá procedi eu à minha tão íntima performance encalorada e desatei a chorar, e a pedir que se calasse por favor. a sónia é alguém que invoca baleeiras quando eu preciso de ouvir força, filipa! e saio destas coisas a sentir-me aquela senhora que no música(...)

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escrevi há minutos, no último dia desta semana:

não há semanas iguais, não há meses iguais.
nunca esquecer, filipa. nunca esquecer.
o turbilhão está por dentro ou por fora?
se assim não fosse que sentido faria?
ontem senti falta da chuva, eu que estou dentro de uma onda.


Thursday, January 12, 2012

o bob dylan abre aquela música maravilhosa a dizer não é mesmo coisas da noite/pregar-nos partidas quando tentamos estar tão quietos?. eu amo esta música mas no fundo eu detesto-a, ou detesto os versos da abertura que fixam o tom angustiante e solitário do resto da canção porque a angústia e a solidão dão-me calafrios, são tudo o que eu não quero, sobretudo de noite que é quando estou a tentar estar tão quietinha.

quando li há uns dias o herzog a dizer qualquer coisa como a andar, sou um bisonte. a dormir, uma montanha, sorri, fiquei mesmo contente, e nem foi por a minha auto-imagem ir desde sempre ao encontro de vultos e espaços grandes. ele caminhava com pressa e sentia tudo, via tudo. eu às vezes penso como ele no sentido em que registo ininterruptamente para dentro o que vejo e o que penso sobre o que vejo, e os pensamentos acumulam-se, aprofundando-se pontualmente. aquele livro do herzog é um road book e eu fico às vezes enjoada ao lê-lo por causa do ritmo.
esponja que sou e tão acelerada que ando, com facilidade adiro.
e aí sou um comboio a perfurar os espaços, a deixar as coisas para trás, a penetrar com violência em florestas novas.
só que à noite a floresta assusta, ela desinquieta - tal como a noite que o bob refere.
eu dou por mim a trazer para o dia aquilo que a noite me fez. fico toda desarrumada, encaracolada.

não é uma queixa, é um desabafo. não tem conclusão, dilui-se na tinta.

Saturday, December 31, 2011

Match Point: Luck (opening scene)

Friday, December 30, 2011



algum sake e mojitos depois, muitas lágrimas e tantos sorrisos depois, tanta energia e bastante força depois, não dá para não ver esta pequenina cena sem comoção. nem é pelo river phoenix que partiu tão cedo, nem pela extraordinária, rançosa e perfeita música do grande james taylor, nem tão pouco pelo facto de na adolescência este running on empty se ter tornado num filme da vida. é aquele momento de cristalização tão especial em que tudo está no seu lugar e em que nunca nada poderá a ser o mesmo, e em que só o videoclip nos e lhes valerá. eu, que vim de uma família grande que se reestruturou há relativamente pouco tempo, não consigo ver isto sem comoção. é dos pouquíssimos momentos em que o monte abraão, queluz e massamá se reacendem em mim. mas para depois se projectarem para fora e para sempre dali. e ainda bem.

Wednesday, December 28, 2011

há um monólogo muito bonito no two-lane blacktop do monte hellman em que o GTO, o homem mais velho que também anda perdido como os outros dois e que consegue verbalizar alguma coisa, fala de satisfações permanentes. ele gosta de construir carros a partir de peças velhas de outros carros e isso fá-lo sentir uma série de emoções. emoções essas que ficam com ele, que ficam nele, e são essas que lhe trazem as satisfações permanentes. é esta ideia que ilumina o filme todo, e que me ilumina a mim, e no fundo a todos, mesmo que não conheçam o filme. é da vida, é o que é.
este é homem é um herói pessoal e eu às vezes não reconheço aquilo que me traz essas satisfações.
que a minha segunda vida aqui seja abençoada por ele, que as palavras do GTO tragam luz a este meu mundo.


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