Tuesday, March 3, 2009

To a Tree

Oh, tree outside my window, we are kin,

For you ask nothing of a friend but this:

To lean against the window and peer in

And watch me move about! Sufficient bliss

For me, who stand behind its framework stout,

full of my tiny tragedies and grotesque grieves,

to lean against the window and peer out,

admiring infinites'mal leaves.


(Elizabeth Bishop)

As minhas paisagens...

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Meia praia e Ria de Alvor (com Mexilhoeira Grande ao fundo)

Thursday, February 26, 2009

Spring is coming

Com os dias lindos que tem estado fico com vontade de um pouco de mais calor... o suficiente para andar descalça em casa (a minha noção de conforto) ou vestir um vestido fresquinho...

Descobri esta colecção linda inglesa. É mais ou menos isto, sobretudo os vestidos de flores, perfeitos.

Fiquei surpreendida por terem transporte internacional e não ficar assim tão caro graças ao valor actual da Libra inglesa (muitas vezes encontro coisas muito bonitas na internet, mas inacessíveis para nós). Pode vir a ser uma possibilidade, quem sabe?

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Wednesday, February 25, 2009

It's a Portuguese Water Dog!

Strumpf4 copia copia

A família Obama tornou-se ainda mais simpática :)

Bensafrim (Algarve)

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Manhãs

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Tuesday, February 24, 2009

tenho andado mais calada porque ando concentrada no trabalho.
tenho vontade de partilhar pormenores-pensamentos mas não consigo, não percebo bem porquê, desenvolvê-los muito.

o meu trabalho é pensar e escrever sobre filmes.
há um filme que já me fez por 2 ou 3 vezes abrir a caixa do blogger e escrevinhar qualquer coisinha, muito como confissão, mas também como expulsão e descompressão. eu sou apaixonada por alguns filmes da minha tese. à medida em que vou escrevendo sobre eles, essa relação intensifica-se mais ou menos. há filmes que não sobrevivem bem à intensidade e à lupa, um pouco como as pessoas. ficam para trás, arrumadinhos, for the time being, we never know.

neste momento estou em contacto mais que directo com o DAYS OF HEAVEN, do Malick, de 1978. o filme é poderoso por muitos motivos mas aquele que mais afecta, ou que afecta primeiro, é a fotografia, e colado vem o som. está mesmo colado, não dá muito para separar sem ser à força. a maior parte do filme é rodada ao ar livre e filmada ao pôr do sol, a magic hour, um filtro natural que pinta tudo com tons quentes. como o malick dá tanta importância às personagens quanto à paisagem e aos animais, o filme é de facto um mundo inteiro todo vivo. o som é o da terra, misturado com música que em nada atrapalha aquela harmonia exemplar.

https://s3.amazonaws.com/criterion_images/current/img_current_1079_244.png

os quadros do hopper e do wyeth estão lá. lembrei-me também daqueles do van gogh em que camponeses estão esparramados em cima da palha. quando no filmes os quadros estão lá metidos, o ritmo da história parece que abranda e aquilo afecta a pessoa de uma maneira diferente. não como na rapariga com brinco de pérola, mais como na idade da inocência. a história é tão intensa, a pessoa está toda dentro dela, que a evocação de um quadro (topando-se ou não que nos estão a fazer isso) é por um lado descompressão e por outro intensificação de qualquer coisa que a história contém. o days of heaven vive dentro dessa intensificação que também é descompressão, mesmo que disfarçada.

eu não leio poesia mas simpatizo com a ideia de Deus do alberto caeiro. sempre que dou com um cenário assim, de facto brutal - acho que essa é a acepção correcta da palavra - , penso nesse poema, o da metafísica bastante. sofro do síndrome benarddacostiano, a consciência que tenho da minha vida toda implicada no filme, uma vida em que o sagrado vem do profano - já isto menos à bénard. o cinema, este filme do malick, são o ponto perfeito onde esse jogo acontece com simplicidade.
e tudo isto por causa de uns bois, pássaros, pessoas, palha e muito ar.
é muito por causa do ar.


para a prinsusa e para a sónia dos açores, as amigas ao longe para quem o filme pode fazer este sentido.

Saturday, February 21, 2009

Poladroid

Já há uns meses que utilizo este programa para transformar as minhas fotos em Polaroids, mas creio que nunca deixei aqui a indicação. O programa é muito fixe (e interactivo) e tem tido um grande sucesso entre utilizadores do Mac, mas na última actualização verifiquei que saiu finalmente a versão para Windows... Vale a pena experimentar.

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Tenho uma grande dificuldade em fotografar decentemente o Mar da Palha (talvez porque não percebo nada de fotografia e porque a minha máquina fotográfica é muito mázinha) e em reproduzir em foto um pouco daquela sensação de imensidão e tranquilidade que nos dá. É muito diferente da que temos perto do mar (que é mais enérgico e brilhante), mas bom, acho que também não chego lá por palavras.

Friday, February 20, 2009

Hoje não foi um mau dia...

Fui finalmente paga ao fim de mais de 3 meses sem receber.

Abri uma Conta Pro no Flickr.

O carro voltou da revisão sem necessitar de grandes arranjos (e já lá vão 12 anos sem problemas)

Comprei este disco. (Fiz também o download pirata da internet, mas achei que por uma vez fazia de facto sentido gastar dinheiro no CD)



(O Red Hot and Blue foi um dos primeiros discos (neste caso cassete) que eu ouvi como deve ser até à exaustão. Ainda hoje sei de cor todas as versões do disco.)

Ladies in Leopard

Já aqui tinha falado deste blog que gosto muito, chamado "advanced stile", que é composto por fotos tiradas na rua a pessoas de idade mais avançada vestidas de forma original.


Qual não é a minha surpresa quando o post de hoje retratava estas Ladies :) :) :) (obviamente desconhecidas da blogger). Muito bom.

Thursday, February 19, 2009

Amarelo

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Por falar em árvore... Este ano choveu tanto que as árvores fora da minha janela ficaram cobertas de líquenes amarelos por causa da humidade (infelizmente não foram só as árvores, a parede do meu estúdio também). Na foto não se vê muito bem, mas agora que chegou o bom tempo, quando o sol bate directo ao meio dia, a cor ganha vida e a paisagem enche-se de amarelo brilhante (da árvore e das azedas)... muito lindo.


Edit: Acabei de ver quatro enormes Gaios a brigarem em cima desta mesma árvore. Estavam muito zangados. Mas ainda ficaram uns minutos a saltar de ramo em ramo atrás uns dos outros. É claro que eu não tinha a menor ideia de que pássaros fossem, mas descrevi-os aos A. e conseguimos identificá-los. A vida fora da minha janela é muito movimentada :). (Às vezes, à noite, vemos passar um grande pássaro branco, um pouco fantasmagórico. O A. acha que é uma coruja-das-torres)

Retrato com Miurka e Árvore

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(Dois dos meus seres vivos favoritos: a Miurka e a árvore que me faz companhia à janela.)

Desde que voltou o sol a Miurka tem passado as suas tardes ali, muito quietinha, em cima da coluna da aparelhagem. Ontem vi-a subir calmamente lá para cima por volta das duas e meia da tarde. Ao fim de uns minutos percebeu que o sol ainda não tinha chegado e veio dormir para ao pé de mim. Às duas e cinquenta os raios iluminaram finalmente aquele canto da sala... dois minutos depois já lá estava de novo a Miurka.

Tuesday, February 17, 2009

Espargos com Ovo Cozido

Ontem perguntaram-me, da Argentina, se eu tinha abandonado os meus posts com receitas... Há uma eternidade que não deixo aqui nenhuma das minhas experiências culinárias, é uma vergonha. A verdade tenho o computador cheio de fotos de receitas várias, só que os posts de receitas requerem uma certa preparação, é necessário fotos, descrições, links... e ultimamente não tenho andado com cabeça para isso. Mas bom, deixemos-nos de lamentações, cada vez mais me convenço que é tudo uma questão de organização. Portanto resolvi começar devagarinho, com uma receita muito muito simples, mas saborosa: Espargos com ovos cozidos :)

Li aqui que a melhor forma de servir espargos é com avo cozido ralado por cima. Confesso que nunca na vida tinha cozido um ovo (eu sei, não é normal, mas eu tenho assim alguns bloqueios com algumas coisas básicas na cozinha, por exemplo evito todas as receitas com claras em castelo), mas tinha lido recentemente este outro post sobre como cozer um ovo de forma perfeita e achei que tudo se conjugava. Portanto dediquei-me à tarefa que se relevou bastante simples. Os ovos foram cozidos durante 9 minutos, os espargos 3. Coloquei os espargos no prato e ralei ovo e meio (tinha um avo a mais) para cima deles. Eu em geral não gosto muito de alcaparras (especialmente quando estão em vinagre), mas achei que devia arriscar. Passei-as por água e deixei-as marinar em azeite durante a preparação do resto do prato. Juntei as alcaparras à composição e voilá! Valeu a pena, a mistura dos espargos com o avo e as alcaparras é deliciosa e não podia ser mais simples. (se quiserem indicações mais pormenorizadas é melhor seguirem os posts originais)

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Neste caso os espargos foram acompanhados por uma salada de acelgas e duas fatias de pão de sementes de girasol da Biocoop (que é muito, muito bom).

Monday, February 16, 2009

A outra margem do Rio...

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(Parque Tejo, Fevereiro 2009)

O meu fascínio pelo Mar da Palha não se limita à outra banda...

Alcochete

Este fim de semana ficou bom tempo e eu e o A. fomos passear. Desde que o A. veio viver comigo para Lisboa que ganhámos este hábito de ir passear para Alcochete. Das primeira vezes fomos mais para a vila, dar um passeio por aquelas partes que já conhecia. Depois começámos a fazer passeios de forma um pouco mais sistemática pela região. Alcochete tem algumas vantagens grandes que faz com que seja a nossa zona preferida. Em primeiro lugar é fora de Lisboa (por muito que goste dos jardins em Lisboa, prefiro ir para lá mais na altura do Verão, quando posso ficar quietinha a ler ao sol) o que nos permite sair um pouco deste meio urbano onde vivemos todos os dias. Em segundo lugar é imensamente perto: o facto de um lugar tão bonito e tranquilo estar a 20 minutos de distância de onde vivemos parece-me um privilégio absurdo. Em terceiro lugar é o melhor sítio para se passear no estuário do Tejo, e eu confesso tenho um fascínio imenso pelos sapais da região e um fascínio ainda maior por toda a extensão do Mar da Palha e sinceramente não percebo como é que esta zona é tão negligenciada e não é a maior atracção turística da região. Em quarto lugar é uma zona enorme, que oferece inúmeros passeios muito diversificados e acaba por ser muito pouco frequentada. Por último, é também um sítio fantástico para se observarem passarinho, actividade que o A. gosta muito (eu não tenho particular interesse em observar passarinhos com binóculos, mas gosto muito dos passeios e descobrir zonas novas).

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Por todas estas razões, volta e meia, lá nos tentamos despachar ao almoço (nós somos uma desgraça para nos despacharmos ao fim de semana) e rumamos em direcção à Ponte Vasco da Gama. No ínicio tivemos umas certas dificuldades com as nossas incursões porque uma vez saídos da Vila não sabíamos bem para onde ir. Eu até acho piada a essa modalidade, ir um pouco à descoberta, virar à esquerda e à directa sem rumo certo, mas o A. gosta bastante menos (se calhar porque tem menos sentido de orientação) e ao fim de algumas hesitações da minha parte fica uma pilha de nervos (lá porque de repente as indicações diziam Marateca não quer dizer que nos estivéssemos a afastar demasiado do caminho ;). Portanto, para contornar essas dificuldade tive que procurar informações sobre a região para não andarmos às cegas. Diga-se de passagem que é aqui que vemos o quanto este nosso país funciona mal... que desgraça. Temos o estuário do Tejo mesmo aqui ao pé, lindo, lindo de morrer, e não há excursões, há poucas vistas, as informações são raras e as infraestruturas inexistentes. Mas bom, fui pesquisar na net, não há muita coisa, umas informações sobre algumas zonas aqui e ali, mas nada de muito abrangente. O melhor que encontre acabou por ser foi esta reportagem, onde se definem uma série de percursos que abarcam toda a região e não só um pedacinho dela.

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Para nós tem servido perfeitamente para termos uma ideia mais clara da geografia da zona e das áreas de interesse. O meu sonho é seguir o percurso todo e dar a volta pela ponte de Vila Franca de Xira e voltar pela A1, mas na verdade ainda não chegámos lá. A questão é que toda a zona tem imenso que ver, mesmo, um pequenino passeio ocupa a tarde toda, portanto temos andado a dividir as nossas incursões e a descobrir o terreno aos poucos. Fomos já à zona das "Hortas", onde agora há um centro de educação ambiental, demos uma volta pela zona do "sapal das Pancas", fomos passear pela Praia dos Moínhos e fizemos uma pequena incursão nas salinas do Samouco, e ainda mais uns lugares que não estão assinalados no mapa. Todos eles valem imenso a pena e merecem outras visitas. (Eu depois volto a falar deles)

Não sei o que é que irá acontecer à zona quando o aeroporto começar a ser construído, mas bom esperemos pelo melhor.

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Esta é a vista do barzinho onde acabamos a lanchar no fim de todos os nosso passeios.




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