Sunday, February 19, 2012
Eternal Flame
Às quintas-feiras, por voltas das 10h da noite (mais coisa, menos coisa), poderão encontrar-me a cantar com sentimento esta musiquinha algures perto da secção dos frescos do Continente de Telheiras. Há uns anos acontecia a mesma coisa com o The King Of Rock 'N' Roll dos Prefab Sprout e, já mais recentemente, com o New York City Boy dos Pet shop Boys (aparentemente o Continente não só é regular na musica que coloca, como só muda a banda sonora ao fim de uns meses). Não ouvindo rádio, os meus únicos momentos de nostalgia musical passam-se durante as compras da semana (ou como diz o Afonso sempre que me encontra a cantar num dos corredores, "ninguém gosta tanto de música de supermercado como tu").
Thursday, February 16, 2012
ontem acabei o livro do herzog, o diário de uma caminhada de 500kms, rumo a paris. o que mais me impressiona naquele texto não é o facto de ele não ter desistido depois dos primeiros nevões e chuvadas fortes, até porque a viagem poderia ter sido feita de avião. então, a natureza da viagem é já à herzog. aquilo que de facto me espanta e comove são as impressões que tem da paisagem e do tempo e do lugar dele mesmo ali, ele é um animal, ele é um caminho. é espectacular!!
todos os dias caminho uma hora por uma estrada de onde só se vêem montes e árvores. também fico sentada umas horas valentes à lareira, a olhar para a lenha a transformar-se, hipnotizada. do pátio não se vê muito céu, o que se contrapõe ao horizonte seguro e constante que lá do fundo encerra esta casa e esta terra. mas mesmo assim, o céu que do pátio se vê tem tantas mas tantas estrelas.
adorava ser pró-activa, é que adorava mesmo.
todos os dias caminho uma hora por uma estrada de onde só se vêem montes e árvores. também fico sentada umas horas valentes à lareira, a olhar para a lenha a transformar-se, hipnotizada. do pátio não se vê muito céu, o que se contrapõe ao horizonte seguro e constante que lá do fundo encerra esta casa e esta terra. mas mesmo assim, o céu que do pátio se vê tem tantas mas tantas estrelas.
adorava ser pró-activa, é que adorava mesmo.
Wednesday, February 8, 2012
quanta riqueza...
domingo os sobrinhos fizeram oito anos (oito!); ontem a sobrinha foi operada e passou por tudo com muita elegância e força (nunca chorou e quis ir vestida de super-homem para o hospital e para a sala de operações!); amanhã termino a minha passagem por aqui - fartei-me de aprender sobre mim, sobre a humanidade (juro!) e de pensar sobre a vida, a minha e a dos outros; e na sexta a minha prima do coração vai por seis meses para são paulo, a minha prima que é a minha quarta irmã.
nestes quatro meses, foram três os caminhos que fazia entre a minha casa e o meu trabalho. o pensamento mais constante, o mais básico e o mais fixe, tinha-o ali ao pé da Brasileira, no início da Rua Garrett, como quem desce. vinha de casa, o dia no início, com os armazéns do chiado no horizonte e os prédios dos dois lados a apertar o campo de visão. naquele spot preciso, por cima dos armazéns, vê-se o castelo de s. jorge, e o céu todo em cima dele. não há muitas palavras para explicar aquilo que sentia ao olhar para aquele bocado de céu, por cima de um castelo, visto a partir de um dos lugares mais fixes da cidade. é um ponto de fuga mas que devolve com força a força. é muita bom.
sexta de manhã vou mandar-me para a piscina assim como quem se manda para um mar.