Tuesday, September 18, 2007

é fuga recorrente a aldeia do meu avô.
fuga mental, mas fuga. no último ano, com tanta viagem, com tanto tempo passado em territórios agora menos estranhos, a imagem da aldeia do meu avô tornou-se ainda mais mítica na cabeça de uma neta que ainda hoje o coloca lá em cima (mas isso é do porradão de saudades que guardo comigo). em nova iorque, pensava nas pedras do chão lá da terra, da grossura das paredes, do cheiro lindo a lenha, nas mulheres com rugas como estradas na cara. nos outros sítios por onde passei mais tempo, a verdade é que quando pensava em "casa" era naquela casa. muito estúpido porque nunca lá vivi, era para lá que ia nas férias, é sobretudo ligação forte com um lado da minha família que é meio desligado deste tipo de coisas.
é imagem mental que tranquiliza e que automaticamente traz aquela sensação de pertença a alguma coisa que é mais do que a família. refúgio, escape, casa de repouso, sítio único no mundo, o espaço que conheço desde sempre, que permanece e resiste ao tempo, às outras casas. a tudo, parece-me. deve ser essa força que me tranquiliza.

3 comments:

  1. Olá Fili, que giro, finalmente entrei no vosso blog... É claro que me lembro do Sobral (gostei tanto de lá ter estado) Ainda tens as fotos que eu fiz em preto e branco?

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  2. eu acho que sim! mas estão no computador do bruno, vou investigar!!!! beijos, mê, muitos!

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  3. Como não sei escrever não consigo aqui deixar as maravilhosas sensações que me ofereces com estas linhas, Picolino!!!! Ai como te gosto...beijinhos tantos

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